O empreendedor social no Brasil: A importância do perfil, motivações e perceções na criação de iniciativas sociais

Daniela Carneiro, Susana Bernardino

Abstract


Este estudo temcomo objetivo identificar o perfil do empreendedor social, tomando como referência o caso Brasileiro. A investigação adotou uma metodologia quantitativa, aplicando um questionário online a empreendedores sociais que utilizam plataformas de investimento coletivo (crowdfunding) no Brasil. Os resultados obtidos indicam que o empreendedor social Brasileiro apresenta um perfil caracterizado por um elevado nível de agradabilidade, abertura a novas experiências e extroversão, que influenciam positivamente a criação da iniciativa social. Sobre o perfil demográfio, os resultados revelam que as variáveis idade, nível de formação, área de formação, situação ocupacional anterior e setor de proveniência influenciam na decisão de empreender socialmente. O género não é apontado como capaz de influenciar a adoção de um comportamento socialmente empreendedor. Quanto às motivações que influenciam a decisão de criar uma iniciativa social, destaca-se a relevância da afiliação com uma comunidade e objetivos de caráter pessoal do empreendedor social. De referir ainda a importância que a percepção das capacidades pessoais do indivíduo assume na sua visão quanto à percepção da viabilidade da iniciativa social.


Keywords


Empreendedorismo Social; Empreendedor Social; Perfil; Motivações; Viabilidade; Brasil;

Full Text:

PDF

References


Ahmed, M. M., Khalid, A., Lynch, A. & Darko, E. (2016). The State of Social Enterprise in Pakistan. British Council, 1-28.

Almeida, D., Santos, M. A. R. & Costa, A.F.B. (2010). Aplicação do coeficiente Alfa de Cronbach nos resultados de um questionário para avaliação de desempenho da saúde pública. XXX Encontro Nacional de Engenharia de Produção. (30° edição, 1-12). São Carlos/ SP.

Amaral, O. C. S. (2015). O tempo social dos empreendimentos sociais: Oferta de uma metodologia de monitoramento para o alcance da autossustentabilidade. Dissertação de Mestrado. Centro Universitário Una. Belo Horizonte, Brasil.

Anwar, M., Khan, M., Athoi A., Islam, F. & Lynch, A. (2016). The State of Social Enterprise in Bangladesh, Ghana, India and Pakistan. British Council, 1-26.

Austin, J., Stevenson, H. & Wei-Skillern, J. (2006). Social and commercial entrepreneurship: Same, different, or both? Entrepreneurship Theory and Practice, Vol. 30, 1, 1-22.

Baggio, A. F., & Baggio, D., K. (2014). Empreendedorismo: Conceitos e definições. Revista de Empreendedorismo Inovação e Tecnologia, 1, 25-38.

Bernardino, S. & Freitas Santos (2015). Papel das motivações do empreendedor na decisão de lançamento da iniciativa social, Portuguese Journal of Finance, Management and Accounting, 1 (2), 32-55.

Bernardino, S., Freitas Santos, J., & Cadima Ribeiro, J. (2018). Social entrepreneur and gender: what’s personality got to do with it? International Journal of Gender and Entrepreneurship, 10(1), 61-82.

Bernardino, S.; Freitas Santos, J. & Cadima Ribeiro, J. (2016). Social entrepreneurship: Does institutional environment make a difference? In L. Carvalho (Ed.), Handbook of Research on Entrepreneurial Success and its Impact on Regional Development, (516-541), IGI Global.

Bornistein, D., & Davis, S. (2010). Social entrepreneurship: what everyone needs to know. New York: Oxford University Press.

Bovespa (2017). Bovespa-Bolsa de Valores de São Paulo Website, acesso em: 08 mar. 2017, em: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/index.htm

Brito, E. H.G. & Mendes, A. (2004). Os impasses da política econômica brasileira nos anos 90, Revista Eletrônica de Economia e Relações Internacionais, 2, 4.

Caballero, S., Fuchs, R.M. & Prialé, M.A. (2013). The influence of personality traitson social enterprise start up: the case of Peruvian social entrepreneurs. IV EMES International Research Conference on Social Enterprise Liege. 4° edição, 1-18.

Cardoso, G. (2015) Mude, você, o mundo. São Caetano do Sul/SP: Lura Editorial.

Cazumbá, N. (2015). Captação de recursos para projetos sociais é desafio. Vivo: Destino Negócio, acesso em 04 mai. 2017, em: http://destinonegocio.com/br/financas/captacao-de-recursos-para-projetos-sociais-e-desafio/

Cremonezzi, P.B., Cavalari, D.C. & Dias, S.L.F.G. (2013). Reflexões sobre o papel dos fundos de investimentos de impacto no desenvolvimento de negócios sociais: Um estudo de caso. Territórios em Movimento: caminhos e descaminhos da gestão social e ambiental, Juazeiro do Norte, 5, 01 -21.

Dees, J. G. (2001). The meaning of social entrepreneurship. Acesso em: 04 dez. 2016, em: http://www.caseatduke.org/documents/dees_sedef.pdf

Dornelas, J. (2014). Empreendedorismo: Transformando ideias em negócios (5° Edição). Rio de Janeiro: LTC Editora Ltda.

Farfus, D. (2008). Empreendedorismo social e desenvolvimento local: Um estudo de caso no SESI Paraná. Dissertação de Mestrado. Centro Universitário Franciscano do Paraná – UNIFAE, Paraná, Brasil.

GEM (2015a). Global Entrepreneurship Monitor 2015 Global Report. Acesso em 15 out. 2016, em: http://www.gemconsortium.org/docs/download/2645

GEM (2015b). Global Entrepreneurship Monitor Special Topic Report Social Entrepreneurship 2015. Disponível em http://www.gemconsortium.org/ Acesso em 15/10/2016

Harding, R. (2007). Understanding Social Entrepreneurship.Industry and higher Education, 21, 73-84.

Hechavarria, D., Renko, M. & Mattews, C. (2012). The nascente entrepreneurship hub: Goals, entrepreneurial self-efficacy and start-up comes, Small Business Economics, 39, 685 -701.

INEI– Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação Website (2016). Disponível em http://inei.org.br/aceleradora25/noticias-2.5/setor-2.5-uma-nova-forma-de-empreender-e-gerar-impacto-social-relatorio-de-inteligencia-setorial-do-sebrae-sc-aponta-crescimento-deste-perfil-de-negocios-no-pais. Acesso em 06/10/2016.

Irengun, O. & Arikboga, S. (2015). The effect of personality traits on social entrepreneurship intentions: A field research. Social and Behavioral Sciences, 195, 1186-1195.

Jesus, A.F.S.R. (2014). O papel do empreendedorismo social no terceiro setor: uma nova solução no domínio da Alzheimer na região Autónoma da Madeira? Dissertação de Mestrado. Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Braga, Portugal.

Limeira, T. M. V. (2015) O papel das aceleradoras de impacto no desenvolvimento dos negócios sociais no brasil. Relatório de Pesquisa, 1-97.

Maroco, J. (2007), Análise estatística com utilização do SPSS. (3.ª edição). Edições Sílabo, Lisboa.

Martin, R. L. & Osberg, S. (2007). Social entrepreneurship: The case for definition. Social Innovation Review, 5 (2), 27-39.

Martine, G. & Alves, J. E. D. (2015). Economia, sociedade e meio ambiente no século 21: Tripe ou trilema da sustentabilidade. Revista Brasileira de Estudos da População, 32, 1-28.

Mollick, E. (2014). The dynamics of crowdfunding: An exploratory study. Journal of Business Venturing, 29, 1-16.

Morgado, C. I. R. (2013). O Empreendedorismo social na realidade portuguesa: Do conceito à prática. Dissertação de Mestrado. Universidade da Beira Interior Ciências Sociais e Humanas, Covilhã, Portugal.

Moura, A. M., Comini, G. & Teodósio, A. S. S. (2015). O crescimento de um negócio social internacional: Um estudo de caso, Revista de Administração de Empresas, 4, 444-460.

Neisse, A. C. & Hongyu, K. (2016). Aplicação de componentes principais e análise fatorial a dados criminais de 26 Estados dos EUA, Engineering and Science, 2, 105-115.

Nicholls, A. (2006).Social entrepreneurship: New models of sustainable social change, Oxford, Oxford University Press.

Pessoa, E. (2005). Tipos de Empreendedorismo: Semelhanças e Diferenças. Acesso em 08 out. 2016, em: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/tipos-de-empreendedorismo-semelhancas-e-diferencas/10993/processo de desenvolvimento socioeconômico.

Rigueiro, I., C. (2014). Desenvolvimento local sustentável: uma abordagem à sustentabilidade de projetos de empreendedorismo social. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação e Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal.

Silva, A. V. (2009). Como empreendedores sociais constroem e mantêm a sustentabilidade de seus empreendimentos. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós Graduação em Gestão Empresarial, Fundação Getúlio Vargas, Escola Brasileira de Administração de Empresas, Rio de Janeiro, Brasil.

Togobo, K. A., Togobo, L. G., Darko, E. & Sharp, S. (2016). The State of Social Enterprise in Ghana. British Council, 1-32.

Yunus, M. (2011). A Empresa social. Lisboa: Editorial Presença.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.


Portuguese Journal of Finance, Management and Accounting

e-ISSN: 2183-3826

 

International Networks of Indexing: GOOGLE SCHOLAR, RCAAP, REBID, DRJI