Medição de resultados e desempenho organizacional: um estudo exploratório às perceções dos responsáveis de organizações sociais em Portugal

Susana Bernardino, J. Freitas Santos

Abstract


Este estudo tem como objetivo estudar a importância que os responsáveis das organizações sociais atribuem às práticas de medição de resultados e à influência que estas podem ter no nível de desempenho que as organizações sociais são capazes de alcançar.

A investigação apresenta um carácter exploratório e adota uma metodologia quantitativa, que faz uso de um inquérito por questionário online como instrumento de recolha de dados. Na análise dos dados foram utilizadas técnicas estatísticas de análise descritiva, tabelas de contingência e análise de correlações.

Os resultados do estudo indicam que os responsáveis das organizações sociais atribuem uma importância elevada à medição dos resultados, muito embora as características da organização sejam capazes de condicionar os benefícios percebidos com esse processo. Verifica-se, ainda, que as organizações sociais que mais valorizam os processos de mensuração dos resultados são as que avaliam mais positivamente o seu nível de desempenho social e económico.


Keywords


Organizações sociais; medição dos resultados; divulgação dos resultados; desempenho organizacional; gestão.

Full Text:

PDF

References


Achleitner, A., Bassen , A. & Roder, B. 2009, ‘An integrative framework for reporting in social entrepreneurship’. Social Science Research Network. Acedido em junho 5, 2019 em http://ssrn.com/abstract=1325700

Austin, J., Stevenson, H. & Wei-Skillern, J. 2006, ‘Social and commercial entrepreneurship: Same, different, or both?’ Entrepreneurship Theory and Practice, vol. 30, n.º 1, pp. 1-22.

Baral, S., Simons, K., Lane, A., & Zhang, C. 2012, ‘China Social Enterprise Report’, FYSE. Acedido em junho 10, 2019, em http://www.bsr.org/reports/FYSE_China_Social_Enterprise_Report_2012.PDF

Bonini, S., & Emerson, J. 2005, ‘Maximizing blended value– Building beyond the blended value map to sustainable investing’. Acedido em maio 29, 2019, em http://www.blendedvalue.org/media/pdf-max-blendedvalue.pdf

Bornstein, D. 2007, ‘How to change the world: Social entrepreneurs and the power of new ideas’. New York, Oxford University Press.

Brown, L., & Moore, M. 2001, ‘Accountability, strategy, and international nongovernmental organizations’. Nonprofit and Voluntary Sector Quarterly, vol. 30, n.º 3, pp. 569-587.

Carman, J. 2011, ‘Understanding evaluation in nonprofit organizations’. Public Performance & Management Review, vol. 34, n.º 3, pp. 350 -377.

Clark, C., Rosenzweig, W., Long, D. & Olsen, S. 2004, ‘Double bottom line project report: Assessing social impact in double bottom line ventures’. Rockefeller Foundation. Acedido em junho 10, 2019, em http://www.riseproject.org/DBL_Methods_Catalog.pdf

Dees, J. 2001, ‘The meaning of social entrepreneurship’. Stanford University: Center for Social Innovation. Acedido em junho 1, 2019, em http://www.caseatduke.org/documents/dees_sedef.pdf

Hoogendoorn, B., Zwan, P., & Thurik, R. 2011, ‘Social entrepreneurship and performance: The role of perceived barriers and risk’. ERIM Report Series. Acedido em junho 23, 2019, em http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1910483

Kaplan, R., & Grossman, A. 2010, ‘The emerging capital market for nonprofits’. Harvard Business Review, vol. 88, n. 10, pp. 111-118.

Kirk, G., & Nolan, S. 2010, ‘Nonprofit mission statement focus and financial performance’. Nonprofit Management & Leadership, vol. 20, n.º 4, pp. 473-490.

Light, P. 2008, ‘The search for social entrepreneurship’, Washington, DC, Brookings Institution Press.

Light, P. 2006, ‘Searching for social entrepreneurs: Who they might be, where they might be found, what they do’. In Mosher-Williams (Ed.), Research on social entrepreneurship: understanding and contributing to an emerging field: Arnova’s Occasional Paper Series, Washington, DC: Association for Research on Nonprofit and Voluntary Organizations, pp. 13-37.

Lynch-Cerullo, K., & Cooney, K 2011, ‘Moving from outputs to outcomes: A review of the evolution of performance measurement in the human service nonprofit sector’. Administration in Social Work, vol.35, n.º 4, pp. 364-388.

Mair, J., & Martí, I. 2006, ‘Social entrepreneurship research: A source of explanation, prediction, and delight’, Journal of World Business, vol. 41, nº. 1, pp. 36-44.

Maroco, J. 2007, ‘Análise estatística com utilização do SPSS’. (3.ª edição). Lisboa, Edições Sílabo.

Morris, M., Coombes, S., Schindehutte, M., & Allen, J. 2007, ‘Antecedents and outcomes of entrepreneurial and market orientations in a non-profit context: Theoretical and empirical insights’. Journal of Leadership & Organizational Studies, vol. 13, n.º 4, pp. 12-39.

Naffziger, D., Hornsby, J., & Kuratko, D. 1994, ‘A proposed research model of entrepreneurial motivation’. Entrepreneurship Theory and Practice, vol.18, n.º 3, pp. 29-42.

Nicholls, A. 2008, ‘Introduction’. In A. Nicholls (Ed.) Social entrepreneurship: new models of sustainable social change. New York, Oxford University Press, pp. 1-35.

Nicholls, A. 2009, ‘We do good things, don’t we?’: “Blended value accounting” in social entrepreneurship’. In S. Haugh & T. Merry (Eds.) Accounting, Organizations and Society, vol. 34, n.º 6-7, pp. 755-769.

Pache, A., & Santos, F. 2013, ‘Inside the hybrid organization: Selective coupling as a response to competing institutional logics’, Academy of Management Journal, vol. 56, n.º 4, pp. 972-1001.

Parente, C., Cruz, S., Marcos, V., Pais, C., & Martinho, A. 2013, ‘Gestão organizacional no terceiro setor’. Work in Progress in Empreendedorismo social em Portugal: As políticas, organizações e as práticas de educação/formação. Acedido em junho 2, 2019, em http://web3.letras.up.pt/empsoc/index.php/produtos/category/11-artigos

Rotheroe, N., & Richards, A. 2007, ‘Social return on investment and social enterprise’. Social Enterprise Journal, vol. 3, n.º 1, pp. 31-48.

Sawhill, J., & Williamson, D. 2001, ‘Mission impossible? Measuring success in nonprofit organizations’. Nonprofit Management and Leadership, vol. 11, n.º 3, pp. 371-386.

Trivedi, C., & Stokols, D. 2011, ‘Social enterprises and corporate enterprises: Fundamental differences and defining features’. Journal of Entrepreneurship, vol. 20, n.º 1, pp. 1-32.

VanSandt, C., Sud, M., & Marmé, C. 2009, ‘Enabling the original intent: Catalysts for social entrepreneurship’. Journal of Business Ethics, vol. 90, n.º 3, pp. 419-428.

Villeneuve-Smith, F., & Chung, C. 2013, ‘State of Social Enterprise Survey’. London, Social Enterprise Coalition.

Wang, W. 2009, Accountability in Social Enterprises: An Analytical Framework. The University of Pittsburgh's Johnson Institute for Responsible Leadership Working Papers.

Weerawardena, J., & Mort, G. 2012, ‘Competitive strategy in socially entrepreneurial nonprofit organizations: Innovation and differentiation’. Journal of Public Policy & Marketing, vol. 31, n.º 1, pp. 91–101.

Zeyen, A., Beckmann, M., Mueller, S., Dees, J., Khanin, D., Krueger, N., Murphy, P., Santos, F., Scarlata, M., Walske, J., & Zacharakis, A. 2013, ‘Social entrepreneurship and broader theories: Shedding new light on the ‘Bigger Picture’ ’. Journal of Social Entrepreneurship, vol. 4, n.º 1, pp. 88-107.

Zhang, D., & Swanson, L. 2013, ‘Social entrepreneurship in nonprofit organizations: An empirical investigation of the synergy between social and business objectives’, Journal of Nonprofit & Public Sector Marketing, vol., 25, n.º 1, pp. 105-125.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.


Portuguese Journal of Finance, Management and Accounting

e-ISSN: 2183-3826

 

International Networks of Indexing: GOOGLE SCHOLAR, RCAAP, REBID, DRJI